Prefeitos do interior do Ceará questionam altos cachês cobrados por artistas de forró
Prefeitos de municípios do interior do Ceará passaram a reagir aos altos valores cobrados por artistas sertanejos e bandas de forró para apresentações em eventos públicos. Na quarta-feira (28), gestores municipais se manifestaram publicamente contra os cachês considerados elevados, praticados por produtores e escritórios do setor musical. O prefeito de Aratuba, Joerly Vitor, defendeu a união entre os gestores como forma de fortalecer o poder de negociação com os artistas. Segundo ele, os valores são impostos pelos escritórios, sem abertura para diálogo. “Eles têm os produtos deles. Compra quem quer. Se você não quiser, outro município compra”, afirmou. Ainda de acordo com Joerly, uma das alternativas seria a suspensão temporária das contratações como forma de pressionar por valores mais compatíveis com a realidade financeira dos municípios. “Você chega a gastar R$ 2 milhões por oito horas de evento, e isso, muitas vezes, compromete investimentos em outras áreas essenciais”, destacou. Já o prefeito de Uruoca, Kennedy Aquino, reconheceu a importância dos eventos públicos como instrumento de acesso à cultura e de estímulo à economia local, mas alertou para o impacto dos altos cachês sobre os cofres municipais. Ele citou o Festival de Quadrilhas Juninas do município, realizado há duas décadas e que atrai cerca de 150 mil pessoas. “A maior parte dos shows desses artistas acontece em eventos públicos no interior. O mercado privado encolheu e, se continuar dessa forma, o setor público também tende a reduzir”, avaliou.
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