Um mês após atropelamento fatal de Marcelo Evangelista, dor vira pedido de justiça em Nova Russas
Oque aconteceu na manhã do domingo, 04 de janeiro de 2026, na rodovia CE-265, entre Ararendá e Nova Russas, não pode ser tratado apenas como mais um acidente de trânsito. Foi, na verdade, o resultado direto da irresponsabilidade, da imprudência e da sensação de impunidade que insiste em se repetir. A colisão entre uma caminhonete Hilux SW4, de cor branca, e uma motocicleta tirou a vida do ex-vereador de Nova Russas e professor Francisco Marcelo Tavares Evangelista. Marcelo era pai de família, homem íntegro, trabalhador incansável, conhecido pela alegria, pelo compromisso com a educação e pelo respeito que sempre teve pela vida alheia. Uma trajetória construída com dignidade foi interrompida de forma brutal. O mais revoltante é que o responsável pelo acidente, segundo relatos, estava alcoolizado. Um indivíduo que passou a noite na farra, confiando que nada lhe aconteceria — confiança essa alimentada pela própria história. Em 2020, no mesmo trecho da mesma rodovia, outra vida já havia sido ceifada: Leônidas Chaves Farias, atropelado nas mesmas circunstâncias. Sua mãe, até hoje, chora a perda do filho. Naquele momento, a omissão e a falta de punição abriram caminho para que a tragédia se repetisse. Quando o Estado falha, quando a Justiça tarda ou se omite, o resultado é este: mais uma família destruída, mais uma esposa sem o marido, mais dois filhos órfãos de pai, mais uma vida interrompida por quem jamais deveria estar ao volante. Não foi fatalidade. Foi negligência acumulada, tolerada e, de certa forma, autorizada pela impunidade. Nesta quarta-feira, 04 de fevereiro, familiares, amigos e a comunidade se reúnem para a missa de 30 dias do falecimento de Marcelo Evangelista, que será celebrada às 19h, na Igreja de São Francisco. Um momento de fé, mas também de reflexão: quantas vidas ainda precisarão ser perdidas para que algo mude?
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