Conta de luz deve disparar em 2026 e pode subir até o dobro da inflação
A conta de energia elétrica deve voltar a pesar no bolso do consumidor brasileiro em 2026. Após registrar a maior alta entre os itens que compõem a inflação em 2025, a expectativa do mercado é de novos reajustes acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA). Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, em 2025, a energia elétrica acumulou alta de 12,31%, índice três vezes superior à inflação geral do país, que fechou o ano em 4,26%. O resultado colocou a conta de luz como principal vilã do IPCA. Para 2026, as projeções continuam indicando aumentos significativos. A consultoria Thymos Energia estima um reajuste médio nacional de 7,64%. Já a TR Soluções prevê alta de 5,4%, percentual que ainda supera as estimativas para o IPCA deste ano, majoritariamente abaixo de 4%. As projeções variam conforme a região do país. Segundo a TR Soluções, os reajustes podem chegar a 9,81% no Sul e 7,69% no Sudeste. No Norte, a estimativa é de 3,65%, enquanto o Centro-Oeste pode registrar alta de 1,41%. O Nordeste teria o menor impacto, com previsão de 0,30%. Entre os fatores que explicam a tendência de aumento estão o baixo volume de água nos reservatórios das hidrelétricas, o fim de descontos aplicados em 2025 e a necessidade de acionar fontes de geração mais caras, como as usinas térmicas. Além disso, o cenário hidrológico é considerado desafiador por instituições financeiras, diante da irregularidade nas chuvas.
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